sábado, 31 de maio de 2008

RODRIGUES DOS SANTOS (RTP) REGRESSA ÀS ORIGENS

RODRIGUES DOS SANTOS NO PNG
Natural da Beira, o jornalista da RTP regressou às origens
como tantos outros, digo eu, numa curta viagem a Moçambique
e visitou o Parque Nacional da Gorongosa com a mulher

Para poder ler a notícia click sobre a imagem.
EM CONTRAPONTO
Na mesma revista e, na mesma edição, o leitor é convidado
a visitar o Kruger Park, na África do Sul...
Enquanto a notícia relativa ao Parque Nacional da Gorongosa
é publicada em apenas uma página, o convite para o Kruger tem
direito a duas páginas! Sintomático...
É por estas e por outras que continuo a dizer que, na minha modesta
opinião, é preciso fazer mais e melhor.
Não me cansarei, enquanto não ganhar esta batalha!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

MOÇAMBIQUE EM DVD

A revista "VISÃO", na sua edição de hoje, 30 de Maio,
é acompanhada pela publicação de dois DVD sobre a
realidade Moçambicana. Alguns excertos sobre o PNG
podem neles ser visionados.



Já nas bancas, à sua disposição, ao preço de EUR 2,80 (Revista)
e EUR 14,90 pelos dois DVD.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

ROAD SHOW DO "PNG" POR TODO O PAÍS

De Pedro Canteiro, Gestor do Chitengo Hospitalidade e Turismo recebemos a importante mensagem, que transcrevemos em parte.

Em breve faremos um road show pelo Sul, Centro e Norte de Moçambique. Como Gestor do Acampamento e Turismo do PNG acho importante que todos os Moçambicanos saibam qual o tamanho do tesouro que lhes pertence, e que fazemos questão de os ajudar a preservar.
Estamos a formar uma equipa cueza e profissional nas várias vertentes por isso todo o input que possa-mos ter é para mim pessoalmente e profissionalmente muito benéfico.
O meu muito obrigado pelo trabalho que divulga e nosso trabalho.

Pedro Canteiro


Pedro Canteiro está no Parque Nacional da Gorongosa desde Agosto de 2007, como Gestor vindo da Suiça e esteve como Director de Alimentação e Bebidas no Hotel Avenida em Maputo nos ultimos 4 anos ou seja desde da abertura em 2003.

Por cá tem sido grande as mudanças que se tem feito desde então, criando um Chitengo mais profissionalizado. Acho que quando vier cá a proxima vez vai encontrar bastantes coisas novas.
Sinceros cumprimentos

LEÕES NO PNG

De Vasco Galante, Director para a Comunicação
do Parque Nacional da Gorongosa recebemos a
seguinte notícia que, muito gostosamente, se publica.
Estimada/o(s) Amiga/o(s),
Desde que o Parque reabriu em meados de Abril
os turistas e jornalistas que nos visitaram puderam
sempre observar as paisagens incomparáveis da Gorongosa
e quase sempre a oportunidade de ver ao vivo alguns
dos magnificos felinos que tornaram o
Parque Nacional da Gorongosa um lugar emblematico.
Dentro em breve óptimas reportagens e fotografias
aparecerão em diversos orgãos da Comunicação Social
nacional e estrangeira (na Alemanha os espectadores
do canal mais importante, ARD, poderão ver
ainda mais, já que a equipa desta TV teve oportunidade de filmar,
em pouco mais de 24 horas, alguns dos leões da
Gorongosa e mais de 4 dezenas de elefantes).
Até lá deixo-vos numa pequena amostra de imagens
recolhidas hoje e ontem por colaboradores do Parque
nas proximidades do Acampamento de Safaris de Chitengo:
Agradecemos o envio da notícia que nos agrada de um
modo muito especial. É sempre bom saber que a fauna
bravia recomeça a encontrar os caminhos do nosso sempre
querido Parque. É bom que assim continue.


quinta-feira, 8 de maio de 2008

AGRICULTURA ORGÂNICA NA GORONGOSA

De Vasco Galante, Director para a Comunicação do
Parque Nacional da Gorongosa, recebemos o seguinte
comunicado de imprensa que, abaixo, se publica.
Texto de Carlitos Sunza
Fotos de Stephanie Hanes
Exemplo de Agricultura Orgânica em Gorongosa
João Jongue

O camponês João Jongue, do bairro Mangu, vila da Gorongosa,
distrito do mesmo nome, na província central moçambicana de Sofala,
é exemplo da prática de agricultura orgânica neste ponto do país.

João Jongue,
exemplo da Agricultura Orgânica na vila da Gorongosa
Jongue, optou por esta técnica de maneio agrário para aumentar
significativamente a produção e a produtividade agrícolas com
a finalidade de garantir a segurança alimentar e gerar rendimentos
para satisfazer as demais necessidades no seio da sua família.

Por outro, segundo a fonte evita o desbaste de terras,
pois permanece muito tempo a trabalhar na mesma machamba
mantendo os mesmos níveis de produção
no final de cada época de colheita,
ao contrário dos seus colegas que usam as queimadas
para limpeza dos campos de cultivos.
Trata-se de uma metodologia que concorre para o rápido
empobrecimento dos solos o que, por conseguinte,
obriga os camponeses
que adoptam esta prática a abrir novas machambas noutros
lugares depois de duas a quatro campanhas agrícolas,
pois as terras deixam de produzir o necessário.
O nosso interlocutor diz que o seu sistema de produção
tem como base a rotação de culturas e a adubação verde.
Assim, como avançou à nossa reportagem, consegue fazer a
manutenção da estrutura e da profundidade do solo,
sem alterar suas propriedades.
“Eu uso uma técnica muito simples,
mas obtenho maior rendimento agrícola.
Esta técnica consiste em os restos vegetais de uma
campanha agrícola servirem de estrume para a outra e sucessivamente.
Por exemplo, se numa determinada campanha agrícola
semeio o milho depois da colheita deixo cair os caniços em linhas,
separadas uma da outra por uma distância de pelo menos dois metros,
intervalo do qual lanço a sementeira da nova cultura.
É por isso que a minha machamba tem solos pretos,
enquanto que as dos meus vizinhos estão com terra vermelha”.
“Se uma machamba é feita com recurso a técnicas de agricultura
sustentável, ela produz o suficiente durante muito tempo,
ao passo que as outras técnicas, por exemplo, a de queimada
como forma de limpeza de terreno no máximo são aí cinco anos,
depois ela deve ser abandonada porque não oferece mais
a produção ao nível satisfatório à altura das necessidades do seu produtor”.


Estrutura do solo na machamba do João Jongue
João Jongue conta que graças a esta praxe de agricultura sustentável
que aprendera numa das suas viagens à cidade de
Chimoio e ao distrito de Sussundenga, província de Manica,
nos tempos já idos tendo-a adoptada no seu campo de cultivo há 15 anos,
passou a obter melhores resultados agrícolas.

Segundo narra, no primeiro ano de experiência fez o
ensaio do novo procedimento agrícola apenas numa
parte da sua machamba.
Quando viu que com esta técnica obteve bons resultados,
para além de ter constado que os solos na pequena porção
de terra onde foi introduzida a nova forma de cultivo
conservavam sempre a humidade permitindo ciclos
permanentes de diversas culturas, alargou o método a toda a machamba.

O camponês diz que para evitar o alastramento do fogo
quando os vizinhos agricultores limpam as suas propriedades
agrícolas com recurso a queimadas, faz sempre um quebra-fogo
à volta de todo sua machamba assim que se aproxima a época seca.

Na machamba que visitamos, localizada numa das margens
do rio Nhandar, com cerca de hectare e meio,
o nosso entrevistado diz que tem uma colheita mínima de
uma tonelada de milho e quantidades não reveladas de amendoim,
tomate e outros produtos da machamba em cada campanha agrícola.
A produção é destinada essencialmente ao consumo familiar
e a venda para a gestão da economia familiar.
João Jongue, 70 anos de idade, casado,
pai de nove filhos e avô de 12 netos,
avançou à nossa reportagem que adquiriu aquela porção
de terra através de um outro camponês, cujo nome não precisou,
que o vendera por 150,00MT (cento e cinquenta meticais),
isto nos anos noventa, momentos após a assinatura dos
Acordos Gerais de Paz, que pôs termo aos 16 anos de guerra civil
envolvendo o Governo moçambicano sob a
direcção do Partido Frelimo e a Renamo.

Entretanto, a direcção do Parque Nacional da Gorongosa
tem vindo a colaborar com o camponês em alusão no sentido
de persuadir outros agricultores da região para adoptarem
a mesma técnica de maneio agrário, abandonando as
formas que concorrem para o desbaste de terras, sobretudo na
Serra da Gorongosa onde numerosas árvores são destruídas
anualmente em consequência de uma agricultura não
sustentável para o meio ambiente.
O desmatamento da Serra,
se não for travado, poderá nos próximos tempos fazer
desaparecer as florestas e trazer prejuízos enormes para a
vida das pessoas que vivem nas imediações desta cadeia montanhosa.
Efeitos das queimadas nas machambas tradicionais
Por outro lado, João Jongue encaixa-se a priori no plano
do Governo moçambicano que declarou a Revolução
Verde como uma estratégia no contexto da luta contra
a fome e a promoção de segurança alimentar em Moçambique
com o propósito de reduzir a dependência ao exterior
para aquisição de bens de consumo importados, a medida
que o país registar maior produtividade e produção no
sector agrário para satisfazer as suas necessidades internas.

Moçambique é detentor de uma economia que tem
a agricultura como um dos sectores básicos e este sector.

Carlitos Sunza
Departamento de Comunicação/PNG

quarta-feira, 7 de maio de 2008

É FÁCIL, É BARATO, E DÁ MILHÕES...

O artesanato local pode ser, para além de uma interessante
fonte de receitas, um verdadeiro programa ocupacional para
os artistas locais, existentes em diversas áreas de Sofala.
Não será necessário percorrer grandes distâncias para se
poderem encontrar artefactos de espécie variada,
utilizando as diversas técnicas e materiais.
Seguem alguns exemplos:
Máscaras esculpidas em madeira

Figura e máscara em madeira, acente sobre pele de zebra

Porta-chaves com hastes de pequenos antílopes

Porta-chaves com figuras esculpidas em marfim

Colares em fio de bronze e cobre, com marfim trabalhado.

Mapa de África executado com espinhos do respectivo porco,
incrustado em pele de antílope.
Mapa de Árica em bronze, com animais esculpidos.
Porta-chaves com antílope em marfim e
elefante em bronze

Ideias a aproveitar... digo eu !!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

MOÇAMBIQUE (QUASE) À LA CARTE

Os Operadores Turísticos nacionais continuam a divulgar a realidade
de parte do turismo Moçambicano. Como quase sempre sucede,
a zona Centro do País continua no esquecimento.
(imagens "Quadrante")
Para aceder ao documento, carregue sobre a imagem.
MAPUTO, INHACA e BAZARUTO
Unidades hoteleiras:
Pestana Inhaca Lodge e Dugong Beach Lodge


INHAMBANE e BAZARUTO
Unidades hoteleiras:
Flamingo Bay Water Lodge e Pestana Bazaruto Lodge

BENGUERRA
Unidades hoteleiras:
Marlin Lodge e Benguerra Lodge

QUIRIMBAS
Unidades hoteleiras:
Matemo Island Resort e Medjumbe Private Island

BAZARUTO e PEMBA
Unidades hoteleiras:
Indigo Bay Resort & Spa

QUIRIMBAS (Quilalea Island) e KRUGER PARK


Circuito "Maravilhas de Moçambique"
Maputo, Kruger Park, Quirimbas, Bazaruto e
Reserva Nacional do Niassa.

Circuito " Panorama de Moçambique"
Maputo, Inhaca e Bazaruto

Circuito "Jóias de Moçambique"
Maputo, Bazaruto e Quirimbas

Pode optar por alterar o itinerário da sua visita a Moçambique.
Se tencionar visitar a zona Centro do País, visitar a cidade da
Beira, o Sengo, o Savane, o Inhassoro e/ou (principalmente) o
Parque Nacional da Gorongosa, organizaremos uma viagem à
sua medida, e à medida do seu bolso... claro!
Telefone: 222 012 526

sexta-feira, 25 de abril de 2008

FÉRIAS NA GORONGOSA - DIÁRIO ECONÓMICO


O VOO DO JABIRU

...E resiste também no Parque Nacional da Gorongosa,

em Moçambique, onde o sol rasa o amanhecer
carregado agora de novas promessas.

Aqui, no coração de Moçambique, sente-se, por fim, o
vento morno de África que sopra no pó dos livros e nos
filmes de Super 8 de cor desbotada.

Os visitantes são benvindos. E os animais selvagens
concorrem com paisagens de cortar a respiração.
Para poder aceder à leitura dos textos e visionar
as fotografias em tamanho real, click sobre as imagens.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

INAUGURADOS ESCRITÓRIOS DO COMITÉ DE SUPERVISÃO

Parque Nacional da Gorongosa:
Inaugurados escritórios do Comité de Supervisão
Trata-se de instalações do edifício que anteriormente
acolhiam os serviços de Administração e que,
com a nova hierarquia orgânica derivada do referido
Acordo de Gestão Conjunta do PNG que substituiu
a figura do administrador pelo Comité de Supervisão
na liderança da sua gerência, passam a servir ao novo órgão.

O acto orientado pelos membros do Comité de Supervisão,
nomeadamente Gregory Carr (representação da Fundação Carr)
e Bernardo Beca Jofrisse (representante do Ministério do Turismo),
marcou o fim de uma série de cerimónias que vinham
decorrendo desde o dia 11 de Abril do ano em curso,
no Acampamento de Safaris de Chitengo.
Os membros do Comité de Supervisão acompanhados da Equipa
de Gestão do PNG (da esq. para a dir.:
Vasco Galante (Comunicação), Mateus Mutemba
(Relações com Comunidades),
João Viseu (Operações e Infraestruturas)
e Carlos Lopes Pereira (Serviços de Conservação)
Foram inaugurados, na passada quarta-feira 16 de Abril,
os escritórios do Comité de Supervisão do Parque Nacional
da Gorongosa (PNG) no âmbito da nova estrutura de gestão
daquela que é tida como a estância turística de referência
nacional, de acordo com directrizes estabelecidas no
Acordo de Longa Duração.

Trata-se de instalações do edifício que anteriormente
acolhiam os serviços de Administração e que,
com a nova hierarquia orgânica derivada do referido
Acordo de Gestão Conjunta do PNG que substituiu a figura
do administrador pelo Comité de Supervisão na liderança
da sua gerência, passam a servir ao novo órgão.

Os membros do Comité de Supervisão do PNG,
Greg Carr e Bernardo Beca Jofrisse,
inauguram as suas novas instalações

O acto orientado pelos membros do Comité de Supervisão,
nomeadamente Gregory Carr (representação da Fundação Carr)
e Bernardo Beca Jofrisse (representante do Ministério do Turismo),
marcou o fim de uma série de cerimónias que vinham decorrendo
desde o dia 11 de Abril do ano em curso,
no Acampamento de Safaris de Chitengo.

O Comité de Supervisão, à luz do Acordo de
Gestão Conjunta do PNG entre o ministério moçambicano do
Turismo e a Fundação Carr, é o órgão máximo do Parque
com o mandato de supervisionar todas as actividades
inerentes ao funcionamento deste grande
centro turístico e area de conservação.

Bernardo Beca Jofrisse assina o documento que nomeia a nova Equipa de Gestão

O evento serviu, igualmente, para assinatura conjunta
de um documento pelos dos membros do Comité de Supervisão
que nomeia diferentes posições da Equipa de Gestão do Parque
, ou seja, director do Departamento de Relações com as
Comunidades, Mateus Mutemba, director do
Departamento de Operações e Infra-estruturas,
João Viseu, e director do Departamento dos Serviços
de Conservação, Carlos Lopes Pereira.

Recorde-se que, o PNG havia programado para
Abril corrente um conjunto de três cerimónias.
A primeira orientada pelo régulo João Chitengo
em homenagem ao espírito do seu irmão, Traquino Chitengo,
a quem substituiu nas funções que ostenta actualmente
nesta divisão administrativa do distrito da Gorongosa,
a segunda presidida pelo régulo Luís Sozinho Chuva Nhanguo
alusiva à abertura oficial da época turística
2008 teve lugar no dia 15, a terceira, e a última, sob a direcção
dos dois membros do Comité de Supervisão
realizou-se na quarta-feira (16 de Abril de 2008).


Mais pormenores em www.gorongosa.net

Chitengo (Parque Nacional da Gorongosa), 17 de Abril de 2008
Vasco Galante e Carlitos Sunza
Departamento de Comunicação - Parque Nacional da Gorongosa
E-mail: vasco@gorongosa.net / Mobile: (+ 258) 82 2970010

terça-feira, 22 de abril de 2008

FIM DE SEMANA NO "PNG" POR 2.452$00...

A companhia aérea Moçambicana de então, a DETA,
em parceria com a SAFRIQUE, que detinha a
exploração do PNG na altura, facultavam preços
deveras aliciantes a todos aqueles que desejavam
visitar o Parque Nacional da Gorongosa.
O anúncio publicado no jornal Notícias da Beira,
em página inteira, na sua edição de 20.10.72, é prova disso.
Foram criadas as necessárias condições para que todos
os Moçambicanos tivessem acesso ao Parque.
Aguarda-se agora que a LAM proceda de igual modo.
Agora, mais do que nunca, há que dar a conhecer a todos
os Moçambicanos o Tesouro que está nas suas mãos.
É preciso que os Moçambicanos saibam a importância
que o PNG tem para o País, sob todos os aspectos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

PASSADOS TRÊS ANOS - AÍ ESTÃO OS FRUTOS...

Abençoado o Acordo de Gestão Conjunta
entre o Governo e a Fundação Carr

João Viseu exibindo o Acordo de Gestão Conjunta
do Parque Nacional de Gorongosa
João Viseu explicando o significado do
Acordo de Gestão Conjunta aos participantes do acto.

Greg Carr discursando sobre o significado do
Acordo de Gestão Conjunta do
Parque Nacional da Gorongosa


Parque Nacional da Gorongosa:
abençoado o Acordo de Gestão Conjunta
entre o Governo e a Fundação Carr

A benção, pelo Régulo João Chitengo, do Acordo de Gestão Conjunta do PNG entre o Governo moçambicano e a Fundação Carr foi um dos pontos altos das celebrações efectuadas em Chitengo no dia 11 de Abril.

Segundo o Director de Operações e Infraestruturas do PNG, João Viseu, o acordo que envolve, como se disse, o Governo moçambicano, representado por Bernardo Beca Jofrisse, nomeado pelo Ministro do Turismo, e a Fundação Carr, representada pelo respectivo presidente, Greg Carr, visa, em 20 anos, contados a partir de 2008, devolver ao Parque as condições de atractividade turísticas que o caracterizaram nos anos 70, onde se atingiu o pico de sempre com cerca de 22 mil turistas.

O documento, com mais de 130 páginas, assinado em finais de 2007, decorridos que foram cerca de três anos de negociações entre as partes signatárias do convénio, vai permitir à ONG do filantropo norte-americano acima citado, materializar o seu projecto ambicioso de protecção e de renovação da biodiversidade e dos processos naturais dos ecossistemas do PNG, como também proporcionar o desenvolvimento da Zona Tampão do mesmo através de construção de infra-estruturas sociais públicas, nomeadamente escolas e hospitais, entre outras actividades ligadas ao desenvolvimento social e humano.

João Viseu, afirmou que o grande desafio que espera a nova gestão é desencadear um trabalho de melhoria do Parque da Gorongosa quer em termos de repovoamento de animais e de desenvolvimento das comunidades circundantes do Parque, quer em termos de construção das infra-estruturas básicas sociais e turísticas assim como a capacitação de meios humanos.

“O nosso objectivo é desenvolver a Gorongosa, reintroduzindo animais que desapareceram por várias razões, entre elas o conflito armado terminado em 1992, controlar a qualidade de água que alimenta o Parque e, principalmente, desenvolver a indústria do turismo” – salientou.
“Nós esperamos alcançar estes propósitos. O Greg Carr, pessoa de muita boa vontade, já nos provou o que pode fazer. Vejam só que mesmo antes da assinatura do Acordo de Gestão Conjunta, investiu grandes somas de dinheiro na melhoria das condições das vias de acesso, de acomodação, de alimentação e de safari o que elevou, gradualmente, nos últimos tempos o número de turistas que escalam o PNG para contemplar a beleza da sua paisagens e apreciar a sua potencialidade faunística” – rematou João Viseu.

Por seu turno, Greg Carr, presidente da Fundação a que ostenta o seu nome, disse, em poucas palavras, que o PNG é o mais importante parque do mundo, pelo que urge a necessidade de colaboração de todos para garantir a manutenção deste importantíssimo empreendimento turístico.

Na ocasião, dirigindo-se aos presentes, disse que uma das vantagens em ter o Parque é a criação de muitos postos de trabalho na região. A título elucidativo, presentemente, o PNG emprega 600 trabalhadores, entre efectivos e casuais sendo esta mão-de-obra recrutada na sua maioria nas redondezas do PNG.

Por outro lado, referiu-se à contribuição do PNG para a economia local e nacional. “O Parque está e continuará a receber muitos turistas. Eles pagam muito dinheiro pelo serviço de restauração e de safari, com o qual ajudamos a melhorar a vida dos grupos humanos nas nossas proximidades através de projectos de desenvolvimento comunitário inseridos na nossa política de responsabilidade social” – rematou.

E, por sua vez, a secretária permanente do distrito da Gorongosa, Lina Fafetine Ofiço, que falava à margem das cerimónias, em representação do Administrador do Distrito da Gorongosa, João Oliveira, enalteceu os esforços empreendidos pela Fundação Carr tendentes a desenvolver o PNG e a zona onde se encontra estabelecido.

“O Governo da Gorongosa está muito satisfeito pelas actividades desenvolvidas pelo PNG. Agradece, muito especialmente, à pessoa de Greg Carr que escolheu em primeiro lugar Moçambique, em segundo lugar a Província de Sofala e em terceiro lugar o Distrito da Gorongosa, no meio de todos os países do mundo que poderiam ser preferência do seu investimento”. E, portanto, esperamos ter por muito tempo este homem, segundo diz, apaixonado pelo povo moçambicano”– desejou.

A terminar, aquela dirigente, lembrou a todos o estado em que havia ficado o PNG em consequência do último conflito armado, que afectou seriamente o tecido social, e do que é hoje. “A guerra tinha morto quase todos os animais, mas mormente graças ao Greg o Parque está repovoar-se rapidamente de todas as espécies dizimadas durante os 16 anos de guerra civil entre irmãos. – finalizou.


Mais pormenores em
www.gorongosa.net

Chitengo (Parque Nacional da Gorongosa), 13 de Abril de 2008
Vasco Galante e Carlitos Sunza
Departamento de Comunicação - Parque Nacional da Gorongosa
E-mail: vasco@gorongosa.net / Mobile: (+ 258) 82 2970010

quinta-feira, 17 de abril de 2008

HOMENAGEM AO ESPÍRITO DE CHITENGO

Parque Nacional da Gorongosa, Governo Distrital e Comunidades circunvizinhas prestam homenagem ao espírito de Chitengo
Continuação da notícia publicada no blog
do Parque Nacional da Gorongosa.
Vista parcial da assistência

Outra vista da assistência presente na cerimónia

Alguns dos convidados da cerimónia:
Régulos de Canda (esq.), Tambarara (frente),
Chicare (dir.) e Sadjungira (costas)

Mateus Mutemba (Director de Desenvolvimento Humano do PNG)
explica o significado Cerimónia Tradicional, coadjuvado por
Domingos Muala (Professor em Chitengo),
que traduziu para língua Sena.

João Chitengo, irmão do falecido Régulo Chitengo,
durante os preparativos da cerimónia, observado por LIna Fafetine
(Sec. Permanente do Distrito da Gorongosa)
e por Greg Carr (Presidente da Fundação Carr).

quinta-feira, 27 de março de 2008

PNG NO DIÁRIO ECONÓMICO

Diário Económico, edição de 27 de Março de 2008.
Página 24.
"Na frente da batalha pela conservação"
"Eu adoro esta terra"
Greg Carr
Para aceder ao documento, carregue com
o rato sobre a imagem.



segunda-feira, 24 de março de 2008

O "PNG" NA CIDADE DA BEIRA

A Equipe do Turismo do Parque Nacional da Gorongosa (Pedro, Hendrik, Emilia, Nirza, Quisito e Filipe) efectuou uma divulgação do do Parque e das suas belezas na cidade da Beira nos dia 14 e 15 de Março na Pastelaria Fatbelle localizada no primeiro andar do Shoping Bulha.

Foram apresentadas as "Excursões à Gorongosa" em várias modalidades: desde 1 dia na Gorongosa (ida e volta no próprio dia) até 2 dias na Gorongosa (com opção de visita às Cascatas do Murombodzi). Foram ainda projectados filmes da Gorongosa, distribuídos folhetos do Chitengo, e vendidos Calendários, T-Shirts, Polos e Bonés.

Juntamos algumas fotos do evento, que foi divulgado pela Rádio Moçambique.

segunda-feira, 10 de março de 2008

No âmbito da Campanha “Conservemos” a Serra da Gorongosa”

Programa Florestal iniciou já com algumas acções concretas
A Serra da Gorongosa, na província de Sofala, está a voltar lentamente ao seu estado natural com a recuperação de parte do seu ecossistema florestal destruído em consequência da prática da agricultura e das queimadas descontroladas. A campanha denominada “Conservemos a Serra da Gorongosa” levada a cabo pelo Parque Nacional da Gorongosa (PNG), actualmente sob a gestão conjunta da Carr Foundation e do Governo Moçambicano por um período de 20 anos, tem a finalidade de em conjunto com as comunidades locais conservar os recursos naturais, como o solo, os rios e a vegetação, com vista a melhorar o meio ambiente para o bem-estar das pessoas que habitam a Serra. O Programa Florestal está sendo desenvolvido em parceria com a comunidade residente através de plantio de novas árvores nativas como forma de precaver do perigo eminente do desaparecimento da floresta. Um perigo que é extensivo à comunidade humana que vive nas proximidades da pequena cadeia montanhosa acima referida.
De acordo com a gestora do Programa Florestal, engenheira Regina Cruz, uma mulher com experiência em programas integrados na agricultura e na floresta, a acção está a decorrer a um ritmo lento atendendo e considerando que dezenas de hectares identificados como críticos nas encostas da Serra da Gorongosa ainda necessitam de ser trabalhados. No entanto tem sido plantadas árvores como a Umaua, Umbila, Panga-panga, Chanfuta e outras espécies de árvores nativas. Segundo a fonte, o programa possui bastantes desafios, tendo em conta que se pretende paulatinamente substituir alguns hábitos existentes por outros que protejam o solo e ao mesmo tempo garantam um nível produtivo capaz de manter as machambas por um período mais longo, no mesmo local. “As queimadas que geralmente são usadas para limpeza dos campos de cultivos, ou para a retirada de alguma colmeia, terminam em fogos descontrolados destruindo a vegetação e em alguns casos as habitações mais próximas, constituem também um problema agravante para a conservação da Serra.” – referiu. As queimadas descontroladas que grassam e alteram a beleza desta zona de conservação, são feitas, muitas vezes, sem ter em mente a importância vital que as florestas têm no fornecimento de oxigénio ao planeta, numa altura em que o mundo está preocupado com o problema de aquecimento global. Estes factores favorecem a erosão, que está rapidamente a destruir as florestas exuberantes da Serra da Gorongosa, em consequência da acção humana de mais de duas mil pessoas que nela habita, caracterizada pela destruição massiva das árvores para a abertura de campos de cultivos
.

Uma paisagem de um campo de cultivo nas encostas da Serra
Estabelecidos três viveiros para o Programa Florestal

Ainda neste contexto, foram estabelecidos três viveiros, em finais de 2006, dois localizados em Nhancunco e o terceiro em Canda, envolvendo na actualidade 44 trabalhadores. Prevendo-se, no entanto, um aumento de trabalhadores em número até então não especificado brevemente para as áreas que ainda não foram abrangidas na serra. Os viveiros produzem mudas de plantas de Umbila, Panga-panga, Chanfuta e Messassa , espécies que ocorrem naturalmente na Serra.

Viveiro do Programa Florestal em Nhancuco

De acordo com Ângelo Vicente, supervisor comunitário, equipas locais estão neste momento a plantar novas árvores, bem como algumas gramíneas de tipo Cyperus sp, nome científico conhecido localmente por Ndókwé ou Ululu usado para a feitura de esteiras, nos locais com maior erosão, nomeadamente nas margens dos rios e nas encostas despidas de vegetação, incluindo campos de cultivos abandonados, enquanto continua o processo de identificação de mais áreas que devem ser protegidas. Portanto, em alguns terrenos já se pode observar plantas em franco crescimento com o caule a medir entre cinco e 25 centímetros.
O processo de replantação de árvores tem lugar, igualmente, em campos de cultivos que ainda estão sendo explorados localizados em terrenos susceptíveis à erosão, mediante a aceitação do pedido pelos seus respectivos proprietários, depois de uma sensibilização sobre os riscos ambientais e humanos se as pessoas continuarem a praticar a agricultura naquelas zonas. Lopes Braga, é dos agricultores do povoado de Nhancuco, que consciente dos problemas ambientais e humanos eminentes nos maciços da Gorongosa derivados entre vários factores por prática da agricultura nas encostas da serra, depois de ser persuadido pelo pessoal do Programa Florestal do PNG, cedeu a sua machamba ainda presentemente com a cultura de feijão para ser substituída por árvores dentro da campanha em alusão. Neste pedaço de terra de cerca de hectare e meio já se podem se ver várias novas plantas nativas . E o camponês, segundo a nossa fonte, conta com uma nova porção de terra onde vai passar a trabalhar o solo para produzir os seus produtos agrícolas para a alimentação e a venda a fim de obter o sustento da família, isto a partir do próximo ano.


Uma machamba, ainda com a cultura de feijão, reflorestada em Nhancuco

O regulado de Canda é a região da Gorongosa beneficiada pela actividade de replantação das árvores em campos de cultivos abandonados por motivo de fraca produtividade agrícola, volvidos que foram vários anos de uma agricultura intensiva usando técnicas rudimentares que concorrem para um rápido empobrecimento dos solos. O dilema de desflorestação em Canda é mais acentuado na montanha Nhamadze, que de uma floresta densa nos anos 80 agora ficou "careca", com uma fracção de 80 por cento das suas árvores derrubadas indiscriminadamente para satisfazer o desejo do Homem de produzir batata e algodão, principais fontes de rendimentos dos agregados familiares do distrito da Gorongosa, incluindo feijão e milho. Mormente, o PNG está atrás dos prejuízos plantando novas árvores em terrenos abandonados pelos agricultores. De acordo com Inácio Tomás, supervisor da Serra, o PNG conseguiu reflorestar até então aproximadamente três hectares com plantas nativas diversas. A montanha Nhamadze, em tempos idos era venerada pela população da região como um local sagrado. Quando numa determinada época agrícola a chuva demorava cair os residentes de Canda e o seu régulo iam para Nhamadze realizar cerimónias tradicionais de petição aos antepassados para que o Nhamadze dê madze (água). Nhamadze, termo do vocabulário do grupo étno-linguístico Sena, cujo significado literal em português significa fonte de água, ou seja, nha (de; que gera) e madze (água), gradualmente volta a revestir das árvores que os agricultores locais deitaram abaixo nos últimos anos tirando-lhe o poder sagrado.
Paralelamente, está sendo desenvolvido um programa de educação para a conservação do meio ambiente em colaboração com os líderes locais para controlar a desflorestação, bem como o patrulhamento da Serra pelos fiscais comunitários. Aconselhando, por conseguinte, os camponeses a praticar agricultura orgânica. Segundo Regina Cruz, a agricultura orgânica, caracterizada pelos princípios de não queimadas, estrume e permacultura, rotação de culturas e leguminosas, é ambientalmente sustentável e aumenta o produto das colheitas.

Plantar pela Vida

A campanha “Conservar a Serra” está sendo implementada com o envolvimento de vários parceiros locais, destacando-se o Serviço Distrital da Educação, Juventude e Tecnologia do Distrito da Gorongosa. As escolas primárias, designadamente a de Nhambita, de Nhancuco, de Canda e de Casa-Banana, sob a alçada deste sector disponibilizam a mão-de-obra para o projecto Plantar pela Vida e em recompensa, o PNG ajuda as comunidades locais a construir melhores escolas, caso da comunidade de Vinho, distrito de Nhamatanda, que se beneficiou recentemente de uma escola nova, instalação de telecentros comunitários, citando o exemplo da Vila da Gorongosa bem como um Centro de Saúde tipo II. Conforme Regina Cruz, é neste entendimento que foram plantadas 500 novas árvores, com maior predominância de Chanfuta e Umbaua, nas redondezas da Escola Primária do 1° Grau de Nhancuco, envolvendo 35 alunos da 1ª a 5ª classes deste estabelecimento de ensino em Outubro de 2007. Neste ano, a sub-campanha “Plantar pela Vida”, prevê aumentar o plantio de 500 para 1.500 árvores indígenas em locais a serem identificados na Serra da Gorongosa. Lembre-se que, a Serra da Gorongosa, no centro de Moçambique, com uma altitude de 1.863 metros, alberga uma vasta diversidade de espécies vegetais, animais, incluindo espécies raras de aves, como o Papa-figos-de-cabeça-verde e a Felosa-real.


Vista do ponto mais alto da Serra da Gorongosa (Gogogo) rodeado pelas nuvens

Carlitos José Sunza
(Departamento de Comunicacão do PNG)